🇦🇷 Argentina — quinta-feira, 9 de abril de 2026
Os destaques sob a perspectiva de um residente local de longa data.
Publicado — 12 de abr., 6:13 AM (local) · 12 de abr., 9:13 AM (UTC)
Editor · Um profissional de finanças residente em Buenos Aires há 3 anos
Buenos Aires
nublado
Chuva 30%
UV 4
Alerta amarela para ventos fortes e chuvas no sul do país.
Transporte sob tensão: greve de ônibus no AMBA
A UTA (Unión Tranviarios Automotor) iniciou hoje uma retenção de atividades que afeta a frequência de grande parte das linhas de ônibus na Área Metropolitana de Buenos Aires. O protesto é motivado pelo não pagamento integral dos salários de diversos trabalhadores do setor.
Nota do editor
Já se tornou quase uma rotina. Se você depende de coletivo hoje, prepare-se para esperar o dobro do tempo no ponto — ou desembolse o valor de um app de transporte, que, claro, está com tarifa dinâmica lá no alto.
Aprovação da Lei de Glaciares e reações políticas
O governo de Javier Milei comemorou a sanção da nova Lei de Glaciares, que altera as normas de proteção e abre caminho para atividades extrativas em zonas anteriormente classificadas como protegidas. A medida visa impulsionar a exploração de minerais em áreas sob nova catalogação.
Nota do editor
O tom do governo é de celebração por uma 'reforma histórica', mas o embate com ambientalistas e parte da oposição promete ser longo. Veremos como isso impacta a imagem internacional do país, que sempre foi sensível a pautas climáticas.
Câmbio: estabilidade sob monitoramento
Nesta quinta-feira, o dólar oficial no Banco Nación fechou cotado a $1410, enquanto o dólar blue (mercado paralelo) operou próximo a $1390. A inflação projetada para março mantém-se na casa dos 3%.
Nota do editor
Dólar blue abaixo do oficial? É um cenário que a gente não vê todo dia. A economia argentina continua sendo um jogo de paciência.
Investigação sobre rede de anestesistas avança
A Justiça argentina aprofunda a investigação sobre o desvio de fentanil e propofol em hospitais portenhos, após a morte de um profissional da área. Há relatos sobre festas privadas que utilizavam substâncias roubadas, com médicos já imputados no caso.
Nota do editor
Francamente, é assustador pensar que hospitais que deveriam ser locais de cura estão no centro de um escândalo desse nível. A gravidade da dependência química desses profissionais expõe uma falha sistêmica nos controles hospitalares.
Mídia de referência: Clarin.com, LA NACION
